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Blog da Aprende Mais: Agosto 2016

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Número de estrangeiros que fazem um curso superior em Portugal aumenta 18%


No ano lectivo de 2014/2015, 5 mil estrangeiros completaram um curso superior em Portugal, a maioria brasileiros e espanhóis. Entre os portugueses, são os estudantes de doutoramento os que mais saem do país.



Quase 5000 alunos estrangeiros completaram os seus cursos superiores em Portugal no ano lectivo 2014/15, revelam os resultados preliminares do Registo de Alunos Inscritos e Diplomados do Ensino Superior (RAIDES), divulgados esta semana. Este número representa um crescimento de 18% face ao ano lectivo anterior (3968 estrangeiros licenciados) e confirma a maior capacidade de atracção de estudantes internacionais pelo sector. Os brasileiros e os espanhóis são os que mais procuram as instituições de ensino nacionais.

De acordo com as estatísticas publicadas pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), houve no ano passado 4839 diplomas emitidos pelos estabelecimentos de ensino superior portugueses a estudantes que tinham realizado o ensino secundário no estrangeiro, o que representa 5,1 % do total de alunos que completaram os seus cursos superiores em 2014/15 (ver caixa).

O aumento no número de alunos estrangeiros que fazem um curso superior em Portugal verificou-se sobretudo no ensino universitário privado (34,2% do total de diplomados internacionais) e nos politécnicos públicos (19,5%). Este resultado é a consequência “da estratégia que tem vindo a ser seguida pelos institutos politécnicos no sentido da valorização da sua internacionalização”, sublinha ao PÚBLICO fonte do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).

Desde a aprovação do Estatuto do Estudante Internacional, há dois anos, que as universidades e politécnicos públicos têm reforçado a sua estratégia de atração de alunos estrangeiros. No entanto, estes números do RAIDES reflectem uma realidade que é anterior à entrada em vigor daquele diploma. Os alunos formados em 2014/15 terão obrigatoriamente que ter entrado no ensino superior pelo menos três anos antes. O reitor da Universidade de Aveiro, Manuel Assunção, defende que o trabalho de divulgação das instituições de ensino portuguesas junto dos estudantes estrangeiros “vinha de trás”. “Há muito que as universidades tinham ganho sensibilidade para este tema”, defende aquele responsável, que coordena o grupo de trabalho sobre internacionalização dentro do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).

Instituições presentes em feiras internacionais

Desde há uma década que as instituições de ensino superior nacionais têm estado sistematicamente presentes em feiras internacionais de qualificações e mantido estratégias individuais de divulgação da sua oferta formativa junto de diferentes mercados. A prática que começou a ser seguida pelas maiores universidades está hoje generalizada. A presença regular das principais universidades nacionais nos rankings internacionais do sector “também ajuda a consolidar a ideia de que Portugal é uma mais-valia como destino para estudar”, considera Manuel Assunção.

Estes números dizem respeito apenas aos alunos que fazem toda a sua formação superior (licenciatura, mestrado ou doutoramento) em Portugal, não incluindo os que passam períodos de mobilidade parcial como os que estão integrados no programa Erasmus e outras iniciativas de intercâmbio. No último ano lectivo havia quase 34 mil estudantes estrangeiros inscritos no ensino superior nacional, significando um crescimento de 74% nos últimos cinco anos.

As universidades e politécnicos públicos vão agora reforçar o seu trabalho de promoção do país enquanto destino para estudar, tendo tanto o CRUP como o CCISP conseguido, recentemente, um financiamento por fundos comunitários para apoiar as suas estratégias de internacionalização. Ambos os subsectores vão criar marcas próprias para facilitar a sua divulgação e reforçar a presença em feiras internacionais e eventos de divulgação.

Lisboa e Norte com mais licenciados

A nível regional, os diplomados em mobilidade internacional concentraram-se na Área Metropolitana de Lisboa (42,5%) e no Norte (28,7%), em linha com a distribuição da própria rede de ensino superior nacional, que se concentra à volta das duas maiores cidades do país. Os números do RAIDES mostram que os brasileiros e os espanhóis são os que mais procuram as instituições nacionais. De acordo com os dados oficiais, 35,2% dos diplomados em mobilidade internacional tinham feito o ensino secundário no Brasil, ao passo que os alunos vindos de Espanha representam 31% de todos os diplomados que chegam de países da União Europeia para Portugal.

Espanha é também o principal destino para os estudantes portugueses que saem do país durante o seu curso superior. De acordo com o RAIDES 2014/15, 15,4% dos estudantes que fazem parte da formação em mobilidade escolhem o país vizinho. As outras preferências são Itália (11%) e Polónia (10,7%).

As estatísticas da DGEEC mostram que o número de estudantes diplomados em Portugal que fizeram uma parte dos seus cursos no estrangeiro também cresceu no último ano 2%. Em 2014/15, 5.104 diplomados (5,4% do total de diplomados) tiveram durante o seu percurso académico uma experiência em mobilidade internacional.

É entre os estudantes portugueses que concluíram um doutoramento que a procura por uma experiência de mobilidade internacional é mais acentuada, com 17,6% dos alunos deste grau académico a passarem pelo menos uma temporada no estrangeiro. Seguem-se os mestrados integrados (15,1%) e as licenciaturas (6,9%).

Mais diplomados no último ano

As universidades e politécnicos formaram no ano lectivo passado mais 1500 pessoas do que no ano anterior. Este crescimento no total de estudantes que concluíram os respectivos cursos superiores verificou-se apenas no sector público, mostram os dados preliminares do RAIDES relativos a 2014/15, uma vez que os privados registaram uma quebra.

Segundo as estatísticas da DGEEC foram emitidos 94.537 diplomas no ensino superior no último ano lectivo, o que representa um aumento de 1,6%. Este crescimento foi conseguido à custa do sector público, onde o número de diplomados sofreu um aumento de 2%. Já entre as instituições privadas, que atribuíram 17% (16.098) dos cursos no ano passado, houve um decréscimo de 2%.

As áreas com maior número de alunos formados não sofreram alterações. Desde 2005/06 que as preferências dos alunos se concentram em três sectores, que somam mais de dois terços do total de graduados. Assim, 28.844 pessoas (30,5%) tiraram um curso na área de Ciências Sociais, Comércio e Direito, seguindo-se a Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção (17.564 diplomados, correspondendo a 18,6% do total) e Saúde e Proteção Social, com 16.140 formados (17,1%).

À semelhança do ano letivo anterior, a área de Agricultura registou o maior aumento no número de diplomas: 13,1% (de 1834 para 2074 diplomas). Em sentido contrário, a Educação manteve a tendência de 2013/14 apresentando o maior decréscimo no número de formados: menos 2,8% (de 7357 para 7150).

In Público. Samuel Silva. 26 Agosto 2016.

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A “Festa do Livro” chega ao Palácio de Belém


Entre os dias 1 e 4 de setembro, o Palácio de Belém abrirá às portas para receber a "Festa do Livro", uma iniciativa da Presidência e da APEL. Além de muitos livros, haverá música e até cinema.




Apesar de ter assumido o cargo de Presidente da República, é difícil tirar da cabeça a imagem de Marcelo Rebelo de Sousa sentado no estúdio da TVI rodeado de livros. Bibliófilo e colecionador de livros antigos desde pequeno, a literatura sempre foi uma das grandes paixões do Presidente. Uma paixão que, este ano, decidiu levar para o Palácio de Belém, a sua residência oficial, através da iniciativa “Festa do Livro em Belém”.

O evento, que decorrerá entre os dias 1 e 4 de setembro, é uma espécie de segunda-feira do livro de Lisboa, mas que não pretende tirar o protagonismo à iniciativa organizada todos os anos pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) no Parque Eduardo VII. Além de chamar a atenção para os livros e para o mercado livreiro, a “Festa do Livro em Belém” tem como objetivo abrir ao público um espaço que, por norma, é de acesso restrito.

Através dos livros, os portugueses terão a oportunidade de passear pelos jardins do Palácio (mas não pelo edifício em si) e espreitar as mais recentes novidades literárias. Ao todo, estarão presentes 40 editoras nacionais. Haverá sessões de autógrafos, mas também concertos, debates e até a projeção de um filme de Manoel de Oliveira que poucos tiveram a oportunidade de ver.

Fazer do Palácio de Belém um polo cultural

A ideia partiu do próprio Presidente da República que, por altura da Feira do Livro de Lisboa, já tinha mostrado a intenção de criar uma iniciativa semelhante. “A Presidência da República e a APEL decidiram abrir as portas do Palácio de Belém e criar a ‘Festa do Livro’, que irá decorrer no início de setembro”, disse então Marcelo Rebelo de Sousa. As datas do evento foram entretanto divulgadas pela Presidência da República, através de um evento criado no Facebook.

“Penso que a iniciativa surgiu da ideia de a Presidência fazer alguma coisa, dar algum contributo, para chamar a atenção para o livro e para um setor que está a passar por uma fase menos boa”, explicou ao Observador Pedro Mexia, conselheiro da cultura da Presidência da República. “Sendo o Presidente um bibliógrafo e dado o grande interesse das pessoas em visitar o Palácio, pensou-se em juntar as duas coisas. Não querendo intervir na política do livro e da leitura, é uma iniciativa que faz todo o sentido tendo em conta o perfil do Presidente.”

Além disso, a “Feira do Livro” é uma maneira de dinamizar o espaço e tornar o Palácio de Belém “um bocadinho num polo cultural”. “Acho que pode haver uma confluência das duas coisas, como acontece com a Feira do Livro de Lisboa. Há pessoas que vão passear no parque mas que também veem os livros. Há umas que compram, outras que não”, referiu Pedro Mexia, acrescentado que espera que o evento, “que começa este ano, continue”.

A iniciativa não é inédita. Em março, depois de ser eleito, Marcelo abriu o Palácio a todos os que o quisessem conhecer. Foram cerca de seis mil as pessoas que visitaram o edifício, incluindo as áreas que, geralmente, estão vedadas ao público.

Livros, cantorias e conferências

A organização do evento foi feita em parceria com as Bibliotecas de Lisboa a APEL, que tratou de contactar as cerca de 40 editoras portuguesas que marcarão presença. O foco será na literatura portuguesa e brasileira e, como em qualquer feira do livro que se preze, também haverá sessões de autógrafos, com autoras como Maria Inês de Almeida ou Luísa Ducla Soares.

À Presidência da República coube a criação do programa de festas, que inclui três debates nos dias 2, 3 e 4 de setembro.

O primeiro, com o tema “A Sabedoria dos Livros”, terá como convidados Tolentino Mendonça e Frederico Lourenço. “Dois tradutores que têm trabalhado textos canónicos, de Homero à Bíblia”, salientou Pedro Mexia. Em cima da mesa, estará a ideia dos clássicos, “religiosos, da literatura, do pensamento”. A conversa será moderada por Anabela Mota Ribeiro.

No dia 3 de setembro, a conversa trará à mesa três autores portugueses da nova geração — Bruno Vieira Amaral, Daniel Jonas e Djaimilia Pereira de Almeida. “São muito diferentes e, parece-nos, que trazem alguma coisa de novo à literatura portuguesa”, explicou o conselheiro da Presidência da República. O mote será “O que há de novo?”. No dia seguinte, será a vez de Bernardo Pires de Lima, Eduardo Lourenço e Maria de Fátima Bonifácio se juntarem para conversarem sobre “Este país”.

Para além dos debates, o programa da “Festa do Livro” inclui ainda sessões diárias de leitura de poesia musicadas com os “Poetas do Povo”, procurando fazer “uma ligação com outro tipo de poesia e com a poesia urbana”, e um concerto de Cristina Branco, que irá lançar um novo álbum, Menina, muito em breve. A atuação está marcada para 2 de setembro, às 23h.

Nos últimos dois dias da feira será exibido Visita ou Memórias e Confissões, um filme de Manoel de Oliveira. A longa-metragem, realizada há vários anos, nunca passou pelo circuito comercial. Foi mostrada ao público apenas uma única vez, numa sessão restrita na Cinemateca Portuguesa após a morte do realizador, a 2 de abril de 2015.

“É um filme muito curioso. Foi feito há muitos anos, mas Manoel de Oliveira deu indicação de que só podia estrear depois da sua morte”, explicou Mexia. “Até havia a ideia de que era um filme polémico ou problemático mas, na verdade, não era nada disso. É um filme autobiográfico, em que ele faz um pequeno documentário sobre si próprio, a sua família e os tempos difíceis porque passou depois da Revolução.”

Visita ou memórias e Confissões será exibido no dia 3 de setembro, às 21h30, e no dia 4, às 21h. A entrada na “Festa do Livro em Belém” é livre.

Programa:

1 de setembro (quinta-feira):

18h — Abertura oficial
18h30 — Realejo com Florbela Espanca
19h — Fiadeira de histórias (Espaço BLX); Lançamento do livro Eleições Presidenciais, candidatos e vencedores. Portugal 1911-2016 (Auditório)
20h — Jogos Didáticos (Espaço BLX)
20h30 — Realejo com Florbela Espanca (Espaço BLX)

2 de setembro (sexta-feira):

15h — VegiTales (Espaço BLX)
16h — Conservatório de Música de Sintra (Palco Pátio dos Bichos)
17h — Mesa redonda “A Sabedoria dos Livros”, com Frederico Lourenço e José Tolentino Mendonça. Moderação de Anabela Mota Ribeiro (Auditório); Poetas do Povo (Pátio dos Bichos)
18h — Sessão de autógrafos com Álvaro Laborinho Lúcio
18h30 — Piadeira de histórias (Espaço BLX)
19h — Jogos Didáticos (Espaço BLX)
19h30 — VegiTales (Espaço BLX)
19h45 — Poetas do Povo (Pátio dos Bichos)
20h30 — Contadores de Histórias (Espaço BLX)
23h — Concerto de Cristina Branco (Palco Pátio dos Bichos)

3 de setembro (sábado):

11h30 — Música para bebés com Laura Ferreira (Espaço BLX)
12h — Jogos Didáticos (Espaço BLX)
14h — Fiadeiras de histórias (Espaço BLX)
15h — Jogos Didáticos (Espaço BLX); Passeio na Horta (no recinto à volta dos editores); À descoberta das emoções (Espaço BLX)
16h — Sessão de autógrafos com Bruno Vieira Amaral
17h — Sessão de autógrafos com Luísa Ducla Soares (Espaço BLX); Mesa redonda “O que há de novo?”, com Bruno Vieira Amaral, Daniel Jonas e Djamilia Pereira de Almeida. Moderação de Carlos Vaz Marques (Auditório); Poetas do Povo (Pátio dos Bichos); Fiadeira de histórias (Espaço BLX)
19h — Sessão de autógrafos com Maria Inês de Almeida (Espaço BLX); Passeio na horta (no recinto à volta dos editores)
19h45 — Poetas do Povo (Pátio dos Bichos)
20h30 — Contadores de Histórias (Espaço BLX)
21h30 — Filme Visita ou Memórias e Confissões, de Manoel de Oliveira (Palco Pátio dos Bichos)

4 de setembro (domingo):

11h30 — Música para bebés (Espaço BLX); Pautini e Pautinella (no recinto à volta dos editores); Jogos Didáticos (Espaço BLX)
14h — Fiadeira de histórias (Espaço BLX); Pautini e Pautinella (no recinto à volta dos editores); Jogos Didáticos (Espaço BLX)
16h — Sessão de autógrafos com Ana Esteves (Espaço BLX)
17h — À descoberta das emoções (Espaço BLX); Mesa redonda “Este País”, com Bernardo Pires de Lima, Eduardo Lourenço e Maria de Fátima Bonifácio. Moderação de Pedro Mexia
18h30 — Poetas do Povo (Pátio dos Bichos); Jogos Didáticos (Espaço BLX)
19h — Contadores de Histórias (Espaço BLX)
19h45 — Poetas do Povo (Pátio dos Bichos)
21h — Filme Visita ou Memórias e Confissões, de Manoel de Oliveira (Palco Pátio dos Bichos)

In Observador. Rita Cipriano. 29 Agosto 2016.

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Background noise may hinder toddlers' ability to learn words


A new study of toddlers has found that the presence of background noise in home or at school can make learning new words more difficult for children
The environments children are in, including how much and what kinds of stimulation they are exposed to, influence what and how they learn. One important task for children is zeroing in on the information that's relevant to what they're learning and ignoring what isn't. A new study has found that the presence of background noise in the home or at school makes it more difficult for toddlers to learn new words. The study also found that providing additional language cues may help young children overcome the effects of noisy environments.



Conducted at the University of Wisconsin-Madison, the research appears in the journal Child Development.

"Learning words is an important skill that provides a foundation for children's ability to achieve academically," notes Brianna McMillan, doctoral student in psychology at the University of Wisconsin-Madison, who led the study.

"Modern homes are filled with noisy distractions such as TV, radio, and people talking that could affect how children learn words at early ages. Our study suggests that adults should be aware of the amount of background speech in the environment when they're interacting with young children."

Studies on the impact of environmental noise suggest that too much noise can affect children both cognitively and psycho-physiologically, as seen in more negative school performance and increased levels of cortisol and heart rate. However, most studies of word learning are conducted in quiet laboratory settings. This study focused on word learning but attempted to replicate the noisy environments children may inhabit at home and at school. In the study, 106 children ages 22 to 30 months took part in three experiments in which they were taught names for unfamiliar objects and then tested on their ability to recognize the objects when they were labeled. First, toddlers listened to sentences featuring two new words.

Then they were taught which objects the new names corresponded to. Finally, the toddlers were tested on their ability to recall the words.

In the first experiment, 40 toddlers (ages 22 to 24 months) heard either louder or quieter background speech when learning the new words. Only toddlers who were exposed to the quieter background speech successfully learned the words. In the second experiment, a different group of 40 toddlers (ages 28 to 30 months) was tested to determine whether somewhat older children could better overcome the effects of background noise. Again, only when background noise was quieter could the older toddlers successfully learn the new words.
In the third experiment, 26 older toddlers were first exposed to two word labels in a quiet environment. Next, the toddlers were taught the meanings of four word labels -- two they had just heard and two new ones. Toddlers were taught the meanings of all these labels in the same noisy environment that impaired learning in the second experiment. The children learned the new words and their meanings only when they had first heard the labels in a quiet environment, suggesting that experience with the sounds of the words without distracting background noise helps children subsequently map those sounds to meaning.



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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Ministério da educação dá orientações para flexibilizar programa de matemática


Após várias queixas dos professores, as escolas receberam orientações para flexibilizar os programas de matemática do ensino básico e secundário

O Ministério da Educação deu hoje orientações às escolas para flexibilizarem os programas e metas de matemática, que têm sido alvo de críticas pelos professores pela sua extensão e alegada inadequação à faixa etária dos alunos.

O gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues anunciou que acaba de enviar às escolas as orientações para a gestão das matérias a lecionar tanto no ensino básico como no secundário, após um trabalho desenvolvido com a Associação de Professores de Matemática (APM) e a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM).

Segundo o ministério, os principais problemas sinalizados pelas escolas prendiam-se com a extensão dos programas, que "não permitiam a consolidação das aprendizagens", com a antecipação de matérias e com "a inadequação de alguns conteúdos às faixas etárias".

Os programas instituídos pela anterior tutela mantêm-se em vigor, mas há aspetos que podem ser lecionados ao longo do ciclo de ensino e admite-se a possibilidade de haver objetivos a atingir "em anos diferentes do inicialmente previsto".

O ministério determina ainda que conteúdos não fundamentais possam ser lecionados facultativamente, "em função das necessidades da turma e dos ritmos de aprendizagem".

A medida é encarada como "um primeiro passo na indução generalizada de flexibilização do currículo" que se desenhará após a aprovação do perfil de aprendizagem dos alunos no final dos 12 anos de escolaridade, em preparação por um grupo de trabalho nomeado pelo secretário de Estado da Educação, João Costa.

In Diário de Notícias/Lusa. 24 Agosto 2016.


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Does music really help you concentrate?


 

‘I won’t be able to focus if you turn that off,’ a gazillion teenagers have whined at their parents. Is it possible that they’re right?

The right music can hit the sweet spot between predictable and chaotic for which the brain has a strong preference.

Many people listen to music while they’re carrying out a task, whether they’re studying for an exam, driving a vehicle or even reading a book. Many of these people argue that background music helps them focus.

Why, though? When you think about it, that doesn’t make much sense. Why would having two things to concentrate on make you more focused, not less? Some people even go so far as to say that not having music on is more distracting. So what’s going on there?

It’s not clear why the brain likes music so much in the first place, although it clearly does. Interestingly, there’s a specific spectrum of musical properties that the brain prefers. Experiments by Maria Witek and colleagues reveal that there needs to be a medium level of syncopation in music to elicit a pleasure response and associated body movement in individuals. What this means in plain English is: music needs to be funky, but not too funky, for people to like it enough to make them want to dance.

Is speed reading a waste of time?


Lots of apps promise to accelerate the way you take in information, but researchers raise questions about how much is retained

Your own experience will probably back this up. Simple, monotonous beats, like listening to a metronome, aren’t really entertaining. They have low levels of syncopation and certainly don’t make you want to dance. In contrast, chaotic and unpredictable music, like free jazz, has high levels of syncopation, can be extremely off-putting and rarely, if ever, entices people to dance.

The middle ground (funk music like James Brown is what the experimenters’ reference most) hits the sweet spot between predictable and chaotic, for which the brain has a strong preference. Most modern pop falls somewhere within this range, no doubt.

Paying attention


Why would music help us concentrate, though? One argument is to do with attention.

For all its amazing abilities, the brain hasn’t really evolved to take in abstract information or spend prolonged periods thinking about one thing. We seem to have two attention systems: a conscious one that enables us to direct our focus towards things we know we want to concentrate on and an unconscious one that shifts attention towards anything our senses pick up that might be significant. The unconscious one is simpler, more fundamental, and linked to emotional processing rather than higher reasoning. It also operates faster. So when you hear a noise when you’re alone at home, you’re paying attention to it long before you’re able to work out what it might have been. You can’t help it.

The trouble is, while our conscious attention is focused on the task in hand, the unconscious attention system doesn’t shut down; it’s still very much online, scanning for anything important in your peripheral senses. And if what we’re doing is unpleasant or dull – so you’re already having to force your attention to stay fixed on it – the unconscious attention system is even more potent. This means that a distraction doesn’t need to be as stimulating to divert your attention on to something else.

Some people argue that one of the best music genres for concentration is the video game soundtrack

Have you ever worked in an open-plan office and been working on a very important task, only to be driven slowly mad by a co-worker constantly sniffing, or sipping their coffee, or clipping their nails? Something quite innocuous suddenly becomes much more infuriating when you’re trying to work on something your brain doesn’t necessarily enjoy.

Music is a very useful tool in such situations. It provides non-invasive noise and pleasurable feelings, to effectively neutralize the unconscious attention system’s ability to distract us. It’s much like giving small children a new toy to play with while you’re trying to get some work done without them disturbing you.

Type of music


However, it’s not just a matter of providing any old background noise to keep distractions at bay. A lot of companies have tried using pink noise – a less invasive version of white noise – broadcasting it around the workplace to reduce distractions and boost productivity. But views on the effectiveness of this approach are mixed at best.

It seems clear that the type of noise, or music, is important. This may seem obvious: someone listening to classical music while they work wouldn’t seem at all unusual, but if they were listening to thrash metal it would be thought very strange indeed.

While the nature and style of the music can cause specific responses in the brain (funky music compels you to dance, sad music makes you melancholy, motivational music makes you want to keep fit), some studies suggest that it really is down to personal preference. Music you like increases focus, while music you don’t impedes it. Given the extreme variation in musical preferences from person to person, exposing your workforce or classroom to a single type of music would obviously end up with mixed results.

How physical exercise makes your brain work better


Research shows different activities have quite specific mental effects – here’s how moving your body could sharpen your ideas

Music also has a big impact on mood – truly bleak music could sap your enthusiasm for your task. Something else to look out for is music with catchy lyrics. Musical pieces without words might be better working companions, as human speech and vocalization is something our brains pay particular attention to.

Video game soundtracks


Some people argue that one of the best music genres for concentration is the video game soundtrack. This makes sense, when you consider the purpose of the video game music: to help create an immersive environment and to facilitate but not distract from a task that requires constant attention and focus.

Limitations in the technology used for early games consoles meant the music also tended to be fairly simplistic in its melodies – think Tetris or Mario. In a somewhat Darwinian way, the music in video games has been refined over decades to be pleasant, entertaining, but not distracting. The composers have (probably unintentionally) been manipulating the attention systems in the brains of players for years now.

There are signs that, as technology progresses, this type of theme music is being abandoned, with games producers opting for anything from big orchestral pieces to hip-hop. The challenge will be to maintain the delicate balance of stimulation without distraction. To achieve this, games composers will need to stay focused. Which is ironic.


 

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Psicólogos de Harvard revelam: pais que criam “boas” crianças fazem estas 5 coisas


 
 
Nesta era de tecnologia, descobrimos que a educação dos filhos é um pouco diferente dos tempos antes do iPod, iPhone, computadores, Internet, e todas as outras modernidades incríveis que nos consomem. As crianças brincavam nas ruas. Jogavam bola nos campos. Brincavam do lado de fora até que as luzes de rua se acendiam e elas sabiam que tinham que ir para dentro de casa. Nós estamos criando crianças muito diferentes agora do que há vinte ou trinta anos atrás. Mas, talvez seja hora de voltar ao básico.

Este é um mundo novo. As crianças nascidas nessa era automaticamente recebem aparelhos para entretê-las. Mas, onde estamos errando? Psicólogos da Universidade de Harvard vêm estudando o que torna uma criança bem-criada nestes tempos de mudanças. Eles concluíram que existem vários elementos que ainda são essenciais.

Aqui estão 5 segredos para criar uma “boa” criança, de acordo com psicólogos de Harvard:

1.Passe tempo com seus filhos

Passar o tempo com seus filhos significa deixar tudo de lado por um tempo, ler um livro, chutar uma bola, caminhar com ele, ou apenas jogar um jogo à moda antiga. Em termos mais simples, isso significa que você interage com sua criança. Estas são as coisas das quais elas vão se lembrar. Elas vão se esquecer do que você comprou. Só querem passar mais tempo com seus pais.

2.Fale com eles em voz alta

De acordo com os pesquisadores de Harvard, “Mesmo que a maioria dos pais diga que o cuidado com seus filhos é uma prioridade de tempo, muitas vezes as crianças não estão ouvindo a mensagem.”

Passe tempo com eles para descobrir o que está acontecendo em sua vida. Verifique com professores, treinadores. Descubra se há uma mudança em seu comportamento. Permita que seu filho se sinta confortável para conversar com você. Seu filho precisa saber que é a prioridade em sua vida. As crianças necessitam de confirmação através de palavras. As palavras são importantes. Converse com elas e compartilhe suas histórias sobre a escola, trabalhos de casa, amigos, e assim por diante.

3.Mostre ao seu filho como resolver problemas sem estressar sobre o resultado

Um dos maiores presentes que você pode dar ao seu filho é a capacidade de analisar e resolver problemas. Deixe seu filho decidir por si mesmo o que ele quer. Você não pode resolver seus problemas o tempo todo. É saudável lhe permitir experimentar a vida através de suas próprias lentes. Conquistas são importantes e, ao lhe permitir determinar o que quer, você o está presenteando com a consciência.

Você quer criar um adulto produtivo. Permita que ele venha até você e compartilhe seus problemas e o oriente a fazer as melhores escolhas possíveis. É difícil dar um passo atrás quando vir filho cometer um erro. Mas faz parte da aprendizagem e da evolução da nossa humanidade.

Rick Weissbourd, que conduziu o estudo, diz: “Estamos muito focados na felicidade de nossos filhos. Estamos fazendo-os se concentrarem apenas em casos de sucesso?” A pressão para a realização pode ter muitos resultados negativos”, diz Weissbourd, que é codiretor do projeto.

4.Mostre a sua gratidão a seu filho regularmente

Os pesquisadores dizem que “os estudos mostram que pessoas que praticam o hábito de expressar gratidão são mais propensas a serem úteis, generosas, compassivas, felizes, saudáveis e perdoarem com mais facilidade.” Os pais devem dar tarefas aos seus filhos e, em seguida, expressarem gratidão por suas realizações. É importante que as crianças vejam que a gratidão é um dom notável. Sempre que fizerem algo, honre-as e as reconheça pelo seu desempenho.

Como pais, é nosso devem ensinar nossos filhos a serem compreensivos e compassivos para com os outros. As crianças aprendem pelo exemplo. Leve-as a um abrigo. Permita-lhes testemunharem como têm sorte de terem uma casa. Ajudar seus filhos é não apenas dar-lhes uma chance de serem adultos surpreendentes, mas também remover o preconceito da intolerância e diferença. Tudo começa em casa.

5.Ensine seus filhos a expandirem a sua visão

Isso remonta à mostrar-lhes gratidão. Deixe seu filho experimentar o mundo através de sua compaixão. Os pesquisadores dizem que “quase todas as crianças empatizam e se preocupam com seu pequeno círculo de familiares e amigos.”

Ensine seu filho a ser um bom ouvinte, a interagir sem o uso de tecnologia, ser compreensivo com outras pessoas fora de sua família, e não julgar qualquer pessoa com base em sua religião ou nacionalidade. Estamos em tempos cruciais da evolução humana, e esta nova geração tem a capacidade de mudar o nosso mundo. Expor seu filho a diferentes culturas ajuda a desenvolver uma pessoa amorosa, gentil e feliz.

Você é responsável por criar almas amorosas. Ajude-as a navegarem neste mundo através da compaixão, amor e bondade.

“Criar uma criança respeitosa, carinhosa e ética sempre pode parecer um trabalho árduo. Mas é algo que todos nós podemos fazer. E nenhum trabalho é mais importante ou mais gratificante.”



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Sucesso não é mérito da inteligência, mas do esforço


Sucesso não é mérito da inteligência, mas do esforço
 

Estamos acostumamos a pensar que possuir inteligência “superior” ou algum tipo de habilidade (ou dom), juntamente com um senso de confiança, é a receita para o sucesso na vida, tanto escolar quanto profissional. No entanto, a investigação científica produzida nos últimos 35 anos mostra que uma ênfase exagerada na inteligência ou no talento pode, na realidade, deixar as pessoas vulneráveis ao fracasso, com medo de desafios e desmotivadas a aprender.

Um artigo divulgado este ano pela revista Scientific America, uma das principais publicações científicas do mundo, mostra que incentivar os avanços no processo de desenvolvimento, em vez da inteligência ou talento, produz grandes empreendedores na escola e na vida. A autora do artigo é Carol S. Dweck, que atualmente é professora psicologia da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Ela garante: não adianta incentivar seu filho ou seu aluno dizendo que ele é inteligente.

Para ela, e para outros pesquisadores que acompanharam seus estudos ao longo de três décadas, pais e professores podem garantir o crescimento cognitivo das crianças elogiando-as por sua persistência ou estratégias para resolução de problemas (em vez de ressaltar sua inteligência). Segundo ela, ao contar histórias de sucesso que enfatizam o trabalho duro e amor pelo aprendizado, ensinamos às crianças que o cérebro é semelhante a uma máquina, que precisa ser constantemente atualizada para ter um bom funcionamento (confira abaixo uma lista de estratégias para incentivar as crianças).

O perigo da desistência – As pesquisas de Carol Dweck começaram na década de 1960, quando ela se deparou com um estudo feito com roedores que mostrava que após muitas falhas os animais deixavam de tentar completar um percurso, ficando estáticos e sem esperança. Os pesquisadores concluíram que os animais aprendiam a não ter esperanças, mesmo quando tinham a possibilidade de agir – isso porque não receberam incentivo para superar os desafios.

Dweck ficou intrigada com a “desesperança aprendida” demonstrada pelos animais e decidiu investigar mais a fundo o tema.

Segundo ela, essa “desesperança” está ligada à crença das pessoas a respeito dos motivos que as levaram ao erro. Ao longo das décadas seguintes, ela observou como esse comportamento se dava com estudantes do ensino fundamental. Em um dos estudos, ela notou que a falta de esforço (e não de capacidade) fazia com que os alunos cometessem mais erros ao tentar solucionar problemas matemáticos. Separando as crianças em dois grupos, ela notou que o grupo que recebeu apenas elogios sobre o “quanto eram inteligentes” não conseguia encontrar saída para solucionar problemas mais complexos. Enquanto o grupo que recebeu elogios sobre o “quanto eram esforçados” conseguiu driblar as dificuldades e avançar.

Estudos subsequentes mostraram que isso acontece porque os alunos mais persistentes não ficavam pensando sobre sua própria falha. Eles focavam o trabalho em encontrar os erros cometidos ao longo do processo e em tentar corrigi-los para avançar. Essa capacidade de se esforçar diante de um problema é chamada de resiliência.

Como superar os desafios – Desenvolver a resiliência é um processo que começa no início da vida e deve ser incentivado em casa e na escola.

Crianças que são elogiadas por seu talento inato, por exemplo, desenvolvem uma crença implícita de que a inteligência nasceu com elas, e acabam pensando que o esforço para aprender algo novo é menos importante do que ser inteligente para aprender aquilo. O problema está em que essa crença também faz com que elas vejam desafios, erros, e até mesmo a necessidade de exercer um esforço, como ameaças ao seu ego – e não como oportunidades para melhorar. Isso faz com que percam a confiança e a motivação quando o trabalho não é mais fácil para elas.

A pesquisadora conclui que elogiando habilidades inatas das crianças, reforçamos essa mentalidade, impedindo que desenvolvam seu potencial, seja em alguma disciplina, seja nos esportes ou até em relacionamentos pessoais. As pesquisas concluem que incentivar o processo (que nada mais é do que a soma de esforço pessoal com estratégias eficazes), ajuda a direcioná-los para o sucesso na vida acadêmica e pessoal.

Para finalizar, reproduzimos abaixo uma lista de dicas simples indicadas pela pesquisadora americana para pais e professores mudarem suas estratégias diante das crianças. Confira:

– Em vez de dizer “como você é inteligente”, diga “você fez um bom trabalho” e explicite os fatores que fazem daquele um trabalho a ser elogiado;

– Em vez de apenas elogiar a nota alta obtida em uma prova, foque o elogio no processo, dizendo, por exemplo: “Você realmente estudou para seu teste. Você leu o material várias vezes e testou-se sobre ele. E realmente funcionou!”;

– Em vez de focar no resultado da resolução de um problema, aponte as estratégias usadas pela criança, dizendo, por exemplo: “Eu gosto do jeito que você tentou essa série de estratégias diferentes no problema até finalmente resolvê-lo”;

– Elogie o tempo de estudo, focando no quanto o tempo dedicado influenciou o resultado. Por exemplo: “Você ficou em sua mesa e manteve sua concentração, por isso conseguiu achar a solução. Isso é ótimo!”;

– Não aponte o erro como uma falha imutável. Pelo contrário, mostre que o erro é apenas um desafio a ser superado e ofereça ferramentas para que a criança possa superá-lo e seguir adiante.

Tudo isso irá fazer com que a criança cresça e perceba que o sucesso não é uma questão de inteligência ou classe social, mas sim um mérito do esforço. E isso também vale para nós, adultos!
in http://engenhariae.com.br/mais/colunas/sucesso-nao-e-merito-da-inteligencia-mas-do-esforco/

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